Acampamento de Carnaval 2012 – Eu tenho um chamado!

As inscrições podem ser feitas diretamente com o irmão Diácono Adriel Henrique, ou poderão ser feitas aqui e parceladas em até 18x nos cartões de crédito (consultar o valor das parcelas com juros da operadora)!

Um Participante R$ 50,00
Dois Participantes R$ 100,00
Três Participantes R$ 150,00
Quatro Participantes R$ 200,00
Cinco Participantes R$ 250,00
Seis Participantes R$ 300,00

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ATOS DOS APÓSTOLOS

 

  • Teófilo é citado duas vezes na Bíblia e as duas vezes Lucas, o médico e companheiro de Paulo, autor de dois Livros do NT, é quem o cita. No primeiro caso (Lc 1.1-3), Lucas diz que sentiu o desejo de escrever ao amigo o “excelentíssimo Teófilo” para que ele tivesse a certeza das verdades que a ele foram ensinadas. No segundo caso (At 1.13), foi para Teófilo se inteirasse dos acontecimentos que sucederam com os apóstolos após o dia em que Cristo às alturas.
  • Agora Imaginem Teófilo, depois de ler a história de Cristo e se deliciar com ela, agora recebendo outro volume com a continuação da história. Imaginem a importância e o valor do volume. Imaginem a sua alegria em ler sobre a descida o Espírito e sobre o crescimento da Igreja e a fé dos Apóstolos. Imaginem a sua tristeza em ler sobre as prisões dos Apóstolos a morte de Estevão e a dispersão do povo ocasionada pela perseguição à igreja.
 Agora, depois de tomar conhecimento de tudo isso, Teófilo lê um dos maiores acontecimento da história da Igreja. Ou seja, “em Antioquia, os discípulos, pela primeira vez foram chamados cristãos”. Por que eles receberam este está “MARCA”?

Por que eles foarm chamados “CRISTÃOS”? Encontramos dois motivos:

Primeiro motivo foi a disposição:
1.   DISPOSIÇÃO PARA ANUNCIAR O EVANGELHO DE CRISTO (19-20).
a.  Anunciar sofrendo tribulação: Lucas, neste parágrafo não escreve muito, porém escreve com sobriedade. Ele não precisou narrar tudo de novo, pois Teófilo já havia lidos os detalhes. Lucas só estabelece uma conexão ao dizer: “No dia da morte de Estevão, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria”. Porquanto, enquanto a igreja pranteava a morte de Estevão, sendo arrastada e encerrada no cárcere, “os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (At 8.1-4).
b.   Anunciar em meio a dispersão: Naquele momento (At 8.1-5ss), Filipe foi a figura de destaque, pois, após pregar para multidões em Samaria, também pregou para o eunuco no caminho de gaza. Agora, Lucas informa que os outros, os que fugiram não chegaram apenas até Samaria, mas que “foram até a Fenícia e Chipre e Antioquia”. Ali, em Antioquia, os dispersos não silenciaram acerca de sua fé. Contudo, Lucas faz uma ressalva: “anunciavam a palavra somente aos judeus”.
c.   Anunciar sem nenhuma distinção: A aliança de Deus com Abraão em Gn 12.1-3 e Ex 19.1-6, não consistia somente em promessas de bênçãos, mas que a sua descendência fosse um povo que louvasse e proclamasse entre todas as nações a sua glória. Porem, Israel não obedeceu. Israel se tornou orgulhoso e fechado, pois, entendiam que este privilégio era somente para eles.  Aqui, mais uma vez, este povo, mesmo o grupo sendo convertido e recebido um novo ensino, mesmo assim, se fecha em relação a proclamação do Evangelho. Portanto, para que as bênçãos de Deus Abraão chegassem aos gentios, foi necessário que um novo grupo, que não era de Jerusalém e sim de Chipre e Cirene, fosse até Antioquia e pregasse o Evangelho aos gentios. Estes fizeram valer a palavra dada pelo seu Mestre: “eu vim para buscar e salvar aquele que estava perdido”.

Aqui eles não fizeram distinção entre judeu e grego. Aqui eles não preocuparam em ser reconhecidos. Aqui eles não deixaram de fazer porque outros não fizeram. Aqui eles não esperaram os gentios se aproximarem, mas, eles foram e de forma espontânea pregaram o evangelho. Aqui, quando a Igreja deu um dos passos mais importantes de a sua história; nem sequer sabemos os nomes daqueles que o fizeram. Tudo o que sabemos é que provinham de Chipre e de Cirene. Não sabemos seus os nomes, mas seus nomes foram escritos para sempre no Livro da Vida.

 O segundo motivo foi a validação:
2.  VALIDAÇÃO DE DEUS COM TRABALHO REALIZADO (21-26).
a.   Deus agia nas conversões: Antioquia, terceira cidade do mundo, pois, Roma e Alexandria eram maiores. Possuía, cerca de 500 mil habitantes. Porém, povo da cidade estava perdido no pecado vivendo na imoralidade e luxúria. Em, Antioquia o evangelismo não aconteceu nas sinagogas e sim nas ruas, nas casas e nas praças. O conteúdo da evangelização foi pessoa de Cristo. A mensagem de Cristo. A obra de Cristo. A morte de Cristo. A salvação de Cristo. Assim, “Muitos creram e se converteram ao Senhor”. Eles não eram missionários treinados, mas eram crentes. Lucas não informa o nome deles, mas informa: “A mão do Senhor estava com eles.” Assim, mesmo num lugar estranho o cristão, ao fazer compras, conversar e tirar informações com vizinhos, ao fazer coisas corriqueiras, é identificado quando fala o nome de Cristo.
b.   Deus era visto nas decisões: Assim como as notícias ruins chegam rápido, assim também as boas, ainda mais quando Deus está no controle. As boas notícias também se espalharam, Lucas escreve: “a notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém”. Em Jerusalém se resolvia e enviava as ordens e lá ficam sabendo que em Antioquia multidões de gentios aceitavam o Evangelho. E então mais uma vez vemos a ação de Deus, pois, “enviaram Barnabé”. Em Antioquia, Barnabé chega a Antioquia não como observador crítico. Ele não vê coisas “questionáveis” e “problemáticas” mais “tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se”. Barnabé não foi um impedimento para “o agir de Deus”, ao contrário, ele “deixou Deus agir”. Lucas dificilmente elogia pessoas individuais. Aqui, porém, ele não deixa de acrescentar: “Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé.”
c.   Deus era ensinado nas reuniões: Obviamente, Barnabé percebeu que havia perigo, pois os gregos convertidos eram intelectuais e versáteis e podiam facilmente esmorecer e se desviar do Caminho. Por isso, Barnabé “exortava a todos a que, segundo o propósito do coração, permanecessem no Senhor”. Assim, o cuidado pastoral correto e necessário era dado “e muita gente se uniu ao Senhor”. Obviamente, Barnabé também percebeu que precisava de ajuda. Então se lembrou de Paulo. Ele sabia que Paulo tinha “doutorado” no judaísmo e também possuía liderança e um “linguajar fluente”. Portanto, Paulo poderia enfrentar os judeus com autoridade e os gentios em pé de igualdade. Por outro lado, Paulo que havia sido chamado por Cristo para pregar o Evangelho aos gentios, agora através do “chamado de Barnabé” para Antioquia, poderia iniciar sua missão. Lucas relata: “E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (At 11.26).

Conclusão: O termo “Cristo” no original significa o “Ungido”, o “Messias’ o “Filho de Deus”, conseqüentemente, ao verem os discípulos evangelizando usando as palavras de Jesus e dizendo que Ele era o Cristo pelo qual todos são salvos, assim foram identificados como ”filhos de Deus”, ou seja, foram chamados “cristãos”.

 Toda a missão de Paulo, assim, como seu envio como pregador do Evangelho, teve inicio em Antioquia. Em Antioquia os “discípulos” receberam um nome próprio! Ali foram reconhecidos e identificados. Ali o grupo recebeu uma marca. Neles cumpriu-se finalmente a esperança que havia em Israel, ou seja, que o nome do Senhor fosse levado para todas as nações.

 Deus abençoe – Pr Saulo César

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Retiro de Carnaval

 

 

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O Filho Pródigo

 Qual o seu maior sonho? Se fosse perguntar para cada um poderia haver várias respostas diferentes, pois cada um tem um sonho a realizar. Mas, em várias pesquisas feitas nas grandes cidades o maior sonho da população é o sonho da casa própria. Todos querem uma casa. Uma casa para viver com a família em segurança, para descansar e confraternizar. Você já realizou este sonho? Porém, tendo realizado ou não, é bom todos saber que dentro de uma casa podem acontecer momentos bons e ruins.

O texto que lemos foca estas duas situações. Vamos analisá-las:

 Primeiro foco: Uma situação triste:

1. Onde é dito: “Aqui Não é Minha Casa” (11-16).

a.  Na visão do filho desajustado: No contexto da história, muitas vezes, ainda em vida o pai dividia a herança para seus filhos. Este ato era para determinar o que eles teriam direito após sua morte e assim evitar disputas entre eles. Mas só tomariam posse depois da morte do pai.
  • Mas, o filho mais novo mostrou seu desajuste pela sua impaciência ao pedir a parte que tinha direito da herança antes mesmo da morte do pai. Ao dizer “Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe” ele mostra que a rotina o aborrecia e que não se ajustava mais ao meio que vivia.
b.  Na partida do jovem sonhador: Por ser o filho mais novo, na divisão da herança, caberia ele somente um terço do total. Certo comentarista diz que ao exigir e partir para longe de casa ele recebeu muito menos do que lhe era direito. Alguns entendem que ele recebeu apenas a nona parte da soma total.
  • Este filho era um sonhador. Mas, os seus sonhos eram imprudentes. Ele queria conhecer novas terras, mulheres, ter vida independente, gastar o dinheiro da forma como bem quisesse.
c.  Na miséria de uma vida estragada: No inicio não lhe faltava nada. Ele tinha ao seu lado mulheres que ele tanto queria e também “os amigos” que davam elogios tipo “você é o cara” e os famosos tapinhas nas costas. Ele estava vivendo no pecado, gastando toda a herança com festas, mulheres, amigos e bebidas.
  • Mas um dia tudo acabou. Houve fome na terra. E quando o dinheiro acaba não tem mais as festas, nem mulheres, nem amigos nem bebidas. No pecado, ele passou por necessidade e humilhação. Na história lemos que: “Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada” (vs. 14-16).
Lição: Jesus, disse: “onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.19-21). Portanto, devemos valorizar a casa que temos, pois longe dela há falsos amigos, humilhações e tristezas.
  
Segundo foco: Uma situação alegre:

2. Onde é dito: Aqui é Minha Casa (17-24).

a.  No retorno do filho arrependido: Na situação miserável que vivia ele cai em si. “Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome”! (v.17- 19). O contraste entre a precariedade na terra estranha e o bem-estar na casa do pai manifesta-se em sua consciência. Então ele trouxe a memória daquilo que podia dar esperança. Seu objetivo agora era outro. Sua vontade não era mais se afastar e sim voltar: “Vou voltar para minha casa lá sim é meu lugar!”
  • Assim ele planejou: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai pequei contra o céu e diante de ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (diaristas). Assim ele fez: “Levantando-se, foi para seu pai”, (v. 20a). Necessitado e verdadeiramente arrependido disse: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho trata-me como um dos teus trabalhadores”, (v. 21).
b.  No abraço do pai compadecido: Como deve ter sido difícil para o pai ouvir que filho queria a parte dos bens e logo após vê-lo sair de casa. Naquela oportunidade para o pai havia duas possibilidades: Prender o filho em casa e ter um filho revoltado e rebelde ou deixá-lo ir e esperar a sua volta pacientemente. Ele escolheu a segunda. Deus também age assim. Ele não prende ninguém a força.
  • A notícia sobre a fome poderia tê-lo deixado triste e preocupado. Talvez a sua vontade fosse ir à procura do filho, porém ele resistiu pacientemente. Sua paciência se alicerçava no amor e no perdão. Assim, na volta, o filho foi acolhido e honrado. Não foi um simples encontro Jesus diz: “Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou”, (v. 20b). Não foi um simples abraço: Este abraço foi daqueles de rolar pelo chão e durante o rolar, os beijos foram dados aos muitos.
c.  Na festa da família reunida: Depois dos abraços e beijos o filho se restabeleceu e conforme tinha planejado iniciou a confissão: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho”, mas, foi interrompido pelo sublime amor paterno: “O pai, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos” (v. 22-23).
  • O perdão ao filho poderia ser dado com as simples palavras: “filho está perdoado”, mas o pai foi além. Ao ver o filho com roupa de mendigo ele, vestindo-o com a túnica branca o reconduz à condição de honra. O anel de sinete e os calçados são sinal de que ele agora voltou a ser um homem livre. A nova ordem aos servos para “que tragam o novilho cevado” e o convite “regozijemo-nos” expressa o desejo que todos os membros da casa devem participar dessa alegre festa. Assim, a resposta do pai ao filho arrependido é a reintegração completa de seus direitos.
 
  • CONCLUSÃO: O novilho cevado, que foi morto para a festa, não era “um novilho cevado“ e sim “o novilho cevado”, este animal era preparado especificamente para um evento especial e especifico. Este novilho aponta para Cristo. Pois, assim como o pai reconduziu o filho ao lugar de honra, assim também Deus, através de Cristo, nos reconciliou consigo (Cl 1.21-22). Assim, a alegria foi justificada, pois a família foi restaurada e principalmente, alma que foi salva, pois, “o filho que estava morto reviveu; estava perdido e foi achado”.
Deus abençoe – Pastor Saulo César
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A primeira pedra

O texto que lemos narra o encontro de Jesus com uma mulher que foi flagrada em adultério. Esta historia é muito conhecida. Quem nunca ouviu “quem não tem pecado que atire a primeira pedra”. Esta frase contém dois temas de suma importância para a vida cristã. Hoje vamos analisá-los:

Primeiro tema é:
1.   SOBRE O PECADO – “todos pecaram contra Deus” (1-7). Como é difícil reconhecer o pecado. Lembram do fariseu e do publicano que foram ao Templo para orar. O fariseu ficou de pé e orou sozinho, assim: “Ó Deus, eu te agradeço porque não sou avarento, nem desonesto, nem imoral como as outras pessoas. Agradeço-te também porque não sou como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e te dou a décima parte de tudo o que ganho.”
a.     A mulher flagrada em adultério: Jesus via diante dele uma mulher israelita, filha de Abraão. Como pode alguém que foi ensinada sobre a lei, sobre o amor e a obediência a Deus se deixar levar por uma atitude tão baixa. Será que ela pensou que poderia ficar impune. Ela foi para cama com um homem que não lhe pertencia. Por isso era pecadora. 
b.     Os religiosos que a trouxeram: Não é dito quando e como essa mulher foi flagrada no adultério. No entanto, os escribas e fariseus haviam se apoderado dela e a feito ficar de pé no meio de todos. Deve-se imaginar um círculo de ouvintes em torno de Jesus e um espaço vazio, no qual ela foi colocada. Normalmente, em voz alta e em tom acusador com todos os detalhas era revelada infâmia, neste caso, por estarem no Templo, os detalhes se resumiram no “foi apanhada em flagrante”. A lei era clara “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera” (Lv 20.10). “Se um homem for achado deitado com uma mulher que tem marido, ambos morrerão o homem e a mulher” (Dt 22.22). Mas, esses homens nem estão preocupados com o pecado e o combate a ele. Para isso eles não precisariam de Jesus. O que eles queriam era colocar Jesus em dificuldade: Se Jesus recomendasse a clemência, Ele se colocaria em oposição à lei de Moisés. Se Jesus recomendasse o apedrejamento, Ele entraria em choque com a lei romana, que reserva para si o direito de aplicar pena de morte. Além disso, Jesus entraria em choque com seus próprios ensinos, pois dizia que veio ao mundo, não para julgar o mundo, mas para salvar o pecador. Então, torna-se claro que zelo que tinham não era com os mandamentos de Deus, mas, ao contrário eram motivados pela mentira e pelo ódio. Nisto consistia o pecado.
c.     O homem que não veio: Ninguém adultera sozinho. Porém, o homem não veio, mas como Deus, com certeza Jesus sabia quem era e onde se encontrava. Ele como todo israelita era detentor de todos os privilégios que a Lei lhe concedia. E como homem, não soube lidar com os benefícios da Lei. Ele, desobedecendo a Lei, se deitou com uma mulher que não lhe pertencia, por isso, pela Lei também deveria ser julgado.
 
Quanto a isto Paulo lembrando as Escrituras escreve aos romanos: Não há justo, nem um sequer,  não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.10-12)
Lição:
  • Cada pecado traz suas conseqüências algumas maiores outras menores. As conseqüências do homicídio são maiores do que a do ódio; a conseqüência do adultério e do roubo é maior do que cobiça;
  • Um pecado pode até ser diferente do outro, mas isso não significa que não será punido. 
Quanto a isso Tiago escreve: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2.10)
POR ISSO AS PEDRAS NÃO FORAM ATIRADAS
 
Segundo tema é:
2. SOBRE O PERDÃO – “todos merecem o perdão de Deus” (8-11). A difícil tarefa é perdoar. Certa vez Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, até quantas vezes devo perdoar o irmão que pecou contra mim? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18:21-22).
a.   Todos que se auto-examinaram: O ódio era patente e persistente. Como Jesus poderá escapar? MAS JESUS FICA EM SILENCIO. Será que ele está em silêncio por embaraço? Ou será que “escreveu” algo significativo na areia? Com essa atitude Jesus mostra o quanto ele se considera afastado de toda a hipocrisia de seus adversários. Depois, porém, quando os inquiridores continuaram a pressioná-lo, ele se põe de pé. E agora se a resposta que faz ruir toda a trama e que subitamente transforma os adversários triunfantes em derrotados e condenados: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra”. No Livro de Números Moisés delega obrigações e responsabilidades para o povo e nele o próprio Moisés pronuncia um principio que se aplica muito bem a esta história. Disse Moisés: “Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o SENHOR; e sabei que o vosso pecado vos há de achar” (Nm 32.23). Aqui todos estavam diante da responsabilidade, por isso, Jesus levou cada um a um auto-exame. Pois, quem não tem pecado?
b.   Todos que reconheceram o pecado: Um a um, a começar pelos mais velhos, foram embora. Porque todos pecaram. Todos são mentirosos, acusadores, adúlteros. Os religiosos de Israel poderiam manter a fidelidade matrimonial, mas cairiam no juízo do Sermão do Monte. Pois, lá Jesus não contradiz Lei Ele AMPLIA. Uma adúltera em Israel merece a sentença de morte. Pois bem, levem a lei a sério, comecem com o apedrejamento! Porém – o primeiro dentre vocês a lançar uma pedra, seja aquele que for sem pecado! “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.” (Mt 5:27-28). Motivo pelo qual nenhum deles pode atirar a primeira pedra contra a mulher adúltera.
c.   Todos que aguardaram pelo Mestre: Lembram da parábola do fariseu e do publicano. Enquanto o fariseu se auto-elogiava o publicano de longe nem levantava o rosto para o céu. Batia no peito e dizia: “Ó Deus, se propício a mim, pois sou pecador!”. E Jesus terminou, dizendo: Eu afirmo a vocês que foi este homem, e não o outro, que voltou para casa em paz com Deus. Porque quem se engrandece será humilhado, e quem se humilha será engrandecido. Aqui também, o Senhor foi propício, pois a mulher não saiu com os outros nem fez uso da oportunidade para escapar. Poderia ter fugido, mas não conseguiu afastar-se de Jesus. Ainda tinha ouvido a palavra do “Mestre”. Ele ainda não tinha decretado seu veredicto sobre ela. O único que poderia acusar era ele porque não tinha pecado. Porém Jesus não veio para condenar e sim para salvar. E foi isso que fez. Com amor salvou a mulher. Seu amor foi demonstrado pelo perdão. Jesus não trata o pecado levianamente, nem o desculpa. Ele tomara o pecado dela sobre si. Para Jesus prevalece nitidamente o que mais tarde Paulo expressará em tons doutrinários: “Não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Pessoas exteriormente limpas e “boas” não são interiormente diferentes que os “pecadores” manifestos, trazendo profundamente dentro de si o gérmen de todos os pecados.
Lição:
  • Não houve apedrejamento e sim perdão. Os homens vieram ali para verem um espetáculo e foram embora. Eles querem ação e não silêncio. Eles queriam punição e não perdão.
  • Jesus é a única resposta para o pecado. Pois, “Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20).
  • Ele veio para perdoar os pecados, porém, o seu perdão não autoriza o pecado. Pois, da mesma forma que ninguém tem o direito de acusar, o pecador regenerado, restaurado, justificado e perdoado por Cristo NÃO TEM O DIREITO DE PECAR. Jesus depois do perdão não da nenhuma certidão de que autoriza o pecado.

POR ISSO JESUS DISSE:  VAI E NÃO PEQUES MAIS

Deus abençoe – Pr Saulo César

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A HISTÓRIA DE JÓ

 
O livro de Jó inicia com a seguinte informação: “Havia um homem na terra de Uz e o seu nome era Jô” (Jó 1.1). A partir daí recebemos a informação de que Jó era um homem justo reto e temente a Deus. Toda a sua moralidade e espiritualidade tinham reflexo na sua vida. Jó tinha uma família abençoada, possuía grandes riquezas e tão integro que Deus usou sua vida como exemplo de bom testemunho diante de Satanás: “Observaste o servo Jó como é integro”. Mas, a história se Jó não termina aqui. Aqui foi só um belo começo.
Em breves cenas vamos analisar alguns episódios da vida de Jó.
 
A primeira cena:
1.   AS AFLIÇÕES DO JUSTO (1.6-2.10). Em alguns casos, o sofrimento pode ser usado por Deus para disciplinar o homem que está em pecado. Porém, no caso de Jó é diferente, ele estava bem com Deus. Portanto, ao contrário de Deus que usa as adversidades para fortalecer seus servos, Satanás as usa para afastar Jó de Deus. Pois, enquanto que Deus dá vida abundante o Diabo quer matar, roubar e destruir.
JÓ FOI PERSEGUIDO PELO ACUSADOR
a.       Ele perdeu todos os bens;
b.       Ele perdeu todos os filhos;
c.       Ele perdeu toda a saúde;
Sua resposta ao diabo foi: “Nu sai do ventre da minha mãe e nu voltarei”.
Jó continuou firme. Através da sua firmeza ele nos ensina que a presença de Deus na vida do justo, traz mais conforto e alivio, do que os seus favores e as suas bênçãos.
 
A segunda cena:
2.  A ESPERANÇA DO CRENTE (19.14-27). A esperança faz com que o crente adore a Deus em toda e qualquer circunstância, de livre espontânea vontade e sem necessidade de troca. Os sofrimentos não devem ser motivos para afastar o justo de Deus e sim para enchê-lo de esperança, pois, dias melhores viram. Foi essa esperança que Jeremias teve quando disse: Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21-24).
JÓ CHEIO DE ESPERANÇA AGUARDAVA SEU LIBERTADOR
a.       Mesmo desamparado pelos parentes;
b.       Mesmo desonrado pelos servos;
c.       Mesmo desfigurado pela doença;
Sua base de fé foi: “Porque eu sei que meu Redentor vive”.
Jó estava preso na armadilha do acusador, mas tinha plena convicção no seu “resgate”.  Com sua atitude Jó nos ensina que o Senhor está no controle e que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).
 
A terceira cena:
3.  O TRIUNFO DO FIEL (42.1-17). Paulo escrevendo à Igreja de Corinto diz: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento” (2Co 2.14). Através da vida de Jó Deus exalou a flagrância do seu conhecimento. Nas suas palavras Jó deixa claro que Deus o conhecia, mas ele não conhecia a Deus. Pois, apesar de toda sua integridade e justiça ele ainda não havia compreendido tanto a grandeza como os planos de Deus Dele para sua vida. Baseado nesta falta de entendimento ele revela: “Por não Te conhecer como deveria eu falava o que não entendia” e Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos. Por isso, estou envergonhado de tudo o que disse e me arrependo, sentado aqui no chão, num monte de cinzas” (Jó 42:5-6).
JÓ AGORA ERA O ABENÇOADO DE DEUS
a.       Ele foi restaurado na vida espiritual;
b.       Ele foi restaurado na vida material;
c.       Ele foi restaurado na vida familiar;
Sua maior recompensa foi: “Eu Te conhecia só de ouvir, agora meu olhos Te vêem”.
Jó entendeu que, apesar de ser justo e temente a Deus, faltava-lhe ainda o conhecimento de Deus e a intimidade com ele. Agora num nível mais elevado, o tempo passado lhe trazia vergonha e arrependimento. Foi baseado neste conhecimento que Deus alertou o povo em Oseias: “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” (Os 6.6).
 
CONCLUSÃO: Com Jó aprendemos que maior triunfo do crente não é a restituição dos seus bens ou dos seus entes queridos que se foram, mas sim, um conhecimento maior de Deus; uma maior comunhão com Deus e uma certeza de que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus;

Deus abençoe: Pr Saulo César

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É NATAL! JESUS NASCEU!

É Natal, Jesus Nasceu! “nas trevas resplandeceu a luz”. Eis que, de repente, os anjos surgiram nos céus louvando a Deus, dizendo: “Glória a Deus nas maiores alturas” (Lc 2.14a). Na sua adoração os anjos cantam que, junto de Deus, nas alturas, existe uma glória incomparável, e através de Cristo esta glória é manifestada aos homens.

Mas, os anjos também cantam para que haja “paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14b). Com esta parte do cantico aprendemos que a paz só é possível com Cristo. Jesus é a nossa paz. O homem, por causa do pecado, nunca provou da plena paz. Mas, o Pai a trouxe por intermédio do Filho. Portanto, aqui não é mencionado o bom comportamento, nem a boa vontade do homem, mas, a boa vontade e o grande amor de Deus pelo homem. Assim, a glória de Deus e a paz de Deus só podem ser ser vistas no homem, se Cristo estiver com ele.
Com Cristo no coração tenham todos um Feliz Natal.
Pr Saulo César
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A fornalha de fogo

 

  • O salmo 121, lido no início pelo dirigente do culto, era um dos cânticos cantado pelo povo durante a caminhada para o templo. Nele o salmista contempla e exalta a guarda e a proteção de Deus. Spurgeon diz que pelo constante reaparecimento da palavra “guardar”, podemos chamar este cântico de “um Salmo ao guarda de Israel”. Nele o salmista diz: “O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre” (Sl 121.1-8).
  • “Quando Sadraque, Mesaque e Abede-Nego estavam diante de Nabucodonosor, rei da Babilonia, e foram questionados se iriam se prostrar e adorar a imagem de ouro feita por ele, sob pena de serem lançados na fornalha de fogo ardente, eles disseram: “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (Dn 3.15-18)
Quero compartilhar três certezas que os jovens tinham para chegarem a esta conclusão:
Primeira certeza:
1. O SENHOR NÃO ESTÁ NESTA CAUSA (1-12).
a. Esta causa não é nossa causa;
• Quando Jesus foi tentado no deserto, o tentador  levou-o a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e lhe disse: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4.8-10).
• Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, apesar de serem jovens e sonhadores e apesar de estarem ocupando cargos importantes na Babilonia, eles não se deixaram levar pela maioria.
• Eles poderiam estar num outro país. Poderiam estar trabalhando para o rei daquele país. Porém, ainda eram judeus. Portando, conhecedores da Lei de Deus.
ELES NÃO SE PROSTRARAM, NEM TAMPOUCO ADORARAM A IMAGEM
Deus deve ter olhoda lá de cima e da mesma forma que disse ao diabo sobre Jó: “está vendo o meu servo jó”, também deve ter dito de Sadraque, Messaque e Abe-Nego: “vejam os meus servos como procedem bem”.
ESTES SÃO OS MEUS FILHOS. ESTES SÃO OS MEUS ESCOLHIDOS.
Eles entenderam que Deus não estava naquilo. Havia na lei a proibição de não adorar ou prestar culto a outro Deus a não ser ao senhor. Portanto Nabucodonosor queria se engrandecer.
b. Portanto, não participaremos desta causa;
• Depois de tomarem conhecimento da estátua; depois de serem convocados; depois de ouvirem o anuncio feito pelo arauto;  depois de saber da punição para quem que não se prostrasse; depois de verem que todos se renderam a imagem (Vs 1-7); Eles estavam decididos:
• Mesmo que todos se prostrem e adorem a imagem, nós não participaremos;
• Mesmo que o rei fique furioso e nos demita do cargo, nós não participaremos;
• Mesmo que sejamos jogados na fornalha ardente, nós não participaremos;
SABEMOS QUE ISSO É ERRADO. ISSO DESAGRADA A DEUS!
Da mesma forma que Jesus disse  não para satanás eles também disseram não para a ordem do rei.
 
Segunda certeza:
2. O SENHOR É A NOSSA CAUSA (13-18).
a. As mãos do rei podem ser fortes;
• Rick Warem escreveu em um dos seus Livros: “Se você é crente, Satanás não pode obrigá-lo a fazer coisa alguma. O máximo que ele pode fazer é sugerir”. Então quando o rei disse: “quero ver o Deus que pode livrá-los da minha mão?” Eles preferiram se entregar nas mãos de Deus.
• Assim como os apóstolos quando foram advertidos disseram: “nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 4.20, 5.29), eles também preferiram servirem e obedecerem a Deus.
b. Mas, se nosso Deus quiser, Ele nos livrará;
• Jesus disse das crianças: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.” (Mateus 18.2-4).
• Eles se fizeram e reagiram como crianças: “Meu Pai é o maior. Meu Pai é mais forte”. Eles descansaram em Deus como Crianças: “Como criança desmamada” Israel deveria se aquietar e esperar em Deus (Sl 131);
A CAUSA DELES ERA A CAUSA DE DEUS.
 
Terceira certeza
3. O SENHOR DEFENDE A NOSSA CAUSA (19-30).
a. Ele nos guarda na fornalha ardente;
• O profeta Isaias falando ao povo israelita a respeito de Deus a diz: “Mas agora, assim diz o SENHOR, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.” (Is 43:1-2).
• Paulo escrevendo a igreja de Roma diz: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).
• Assim como o arauto  proclamou, assim também o salmista proclama em alto e bom som: “O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma. 8O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre” (Sl 121.7-8).
• “Perguntou o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Ele conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para consumi-lo sem causa.” (Jó 2.3).
b. Para que seu nome seja louvado;
• Jesus, assim que foi avisado sobre a doença de Lazaro disse: “Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, porque através dela o Filho de Deus será por ela glorificado” (Jo 11.4). Quando chegou Lazaro já estava morto a quatro dias. Porém. Ao ordenar para que tirassem a pedra, avisado por Marta que o irmão já cheirava mal por estar morto a quatro dias, ele responde: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?”;
• Quando Jesus, caminhando pelas ruas de Jerusalém, foi questionado se um cego era cego pelo pecado da mãe ou do pai, ou pelo pecado dele mesmo, Jesus respondeu: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9.3).
• Assim como Deus permitiu que o inimigo tocasse e ferisse a Jó, para mostrar que independente qualquer coisa, Jó não o deixaria, assim também, através dos jovens judeus o NOME DE DEUS FOI GLORIFICADO.
• Deus não os livrou da fornalha, mas na fornalha, PARA QUE SEU NOME FOSSE GLORIFICADO, pois Nabucodonosor precisava ver que havia um Deus incomparavelmente maior que ele.
 
Deus seja louvado
Pr Saulo césar
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O Profeta Elias na Caverna – 1Re 19.1-18

 

  • A Bíblia diz que “o SENHOR fez o homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2.7).
  • Isso quer dizer que somos uma alma vivente. Nosso corpo é a caixa de barro que guarda a alma.
  • Alma é a parte não-material e imortal do homem.  Nela está a razão, o sentimento, a emoção e a vontade.
  • Um corpo sem alma está morto. Um corpo com alma é uma “alma vivente” ou um “ser vivo”.
 Muito já se descobriu para cura do corpo. Mas, para cura da alma não é fácil descobrir a cura.
O salmista no salmo 42 questiona para sua própria alma: “Por que está abatida, ó minha alma? Por que se perturbas dentro de mim”?
  • O salmista fala voz do crente em depressão. A voz daquele em momento de profunta angústia e tristeza luta com suas dúvidas e temores. Quem nunca teve estas luatas? Quem nunca teve estas aungustias. Quem nunca teve estes temores? Muitos já tiveram. Muitos ainda terão.
Hoje vamos meditar sobre a vida de Elias. Um dos grande homens da Biblia. Tão grande que não morreu. Tão grande que apareceu com Moisés ao lado de Jesus no Monte da Tranfiguração. Mas, mesmo sendo um grande profeta, Elias também passou por momentos de angustia e tristeza.
Para estudar este momento vamos sudividi-lo em três: 
 
 Primeiro momento:
UMA LUTA (1-8).
a.       Da luz contra as trevas:
  • O nome de ELIAS significa: “Javé é Deus”. O nome de Jezabel significa “Baal é meu marido” .
  • Elias era um homem era um homem de Deus. Já havia enfrentado o rei Acabe e sua esposa Jezabel em outras oportunidades. Por último havia enfrentado, derrotado e mandado matar 450 profetas de baal.
  • Jezabel era representante do mal. Ela era sacerdotisa de baal um deus pagão. Seu papel era fazer com que todo o povo de Israel viesse adorar a Deus.
  • Então por trás desta guerra entre Elias e Jezabel, havia uma luta muito maior. Havia uma luta da luz contra as trevas do bem contra o mal.
b.       Do homem e sua alma;
  • A mensagem de Jezabel (2) não se destinava apenas a atemorizar Elias, antes para desmoralizá-lo. Pois, a demonstração do poder de Deus dado no Carmelo não havia quebrado a descrença da rainha.
  • O temor que ele teve não foi da morte, pois ele pediu a morte logo em seguida. Era o desanimo, o cansaço e a falta de vontade de viver.
Neste momento de profunda depressão ele fugiu.
  • Ao parar para descansar de sua fuga, Elias é alimentado por um Anjo. E que refeição! Um alimento que o sustentou por 40 dias e 40 noites. Neste período, Elias caminhou até Horebe, o monte de Deus!!!A rainha queria sua morte.  Ele pedia a morte. Mas, o Senhor o tocou e lhe disse: Levanta-te e come.
  Segundo momento:
UM LAMENTO (9-14)
a.       Realizado no lugar secreto:
  • Foram cerca de 300Km de onde estava até o Horebe o Monte de Deus. Quando chegou ao monte ele entrou numa caverna.
  • Assim como Ana, que ano após ano vinha e se prostrava diante do altar para em Deus se fortalecer, Elias também veio à caverna para em achar a resposta para a sua angústia.
b.       Derramado na presença do Pai:
  • Dentro da caverna vem a voz do Senhor ao profeta e o pergunta: Que fazes aqui Elias? Assim como Jesus no Getsêmani que disse aos seus amigos mais chegados: “a minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo” (Mt 26.38), Elias disse ao Senhor “estou só. Procuram tirar-me a vida todos te abandonaram. Derrubaram todos os teus altares”.
Aqui diante do Pai que sabe tudo Elias se derramou. Havia  coisas que ninguém nem mesmo ele sabia como resolver. Ele tinha problemas na alma.
Então o Pai amoroso o envolve com uma suave brisa “o som de um ligeiro murmúrio”.
Elias foi até ali para encontrar-se com Deus. Ali Deus veio ao seu encontro.
 
Terceiro momento:
UMA RESPOSTA (15-18)
a.       O bem vai prevalecer:
  • Deus repete a pergunta: “Que fazes aqui?”. Então ele lamenta e fala novamente sobre seu desconforto.
  • O Senhor lhe deu uma resposta. Declara que a malvada casa de Acabe será destruida pela espada de um inimigo estrangeiro (Hazael) e pela luta interna (Jeú) se cumpriria o seu julgamento; mas acima de tudo pela palavra profética de Eliseu.
b.       Existe um remanescente fiel:
  • Também havia em Israel sete mil que não se curvarão a baal. Isto é uma esperança para o futuro. Deus mostra que Elias não tinha ficado sozinho. Havia ainda sete mil homens fiéis que não tinham se prostrado diante de baal nem tampouco beijado seus pés. Assim foram respondidas e satisfeitas todas suas queixas.
Elias tinha uma missão. Elias não estava só na missão.
O Senhor que envia fortalece. O Senhor que envia conserva
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Estudo para Casais

Disse Jesus: “… e todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína” (Mt 7.24-27).
Antes que a casa caia
Vamos considerar alguns princípios que poderão ajudar a tranqüilizar e solidificar o casamento:
 
1. CASAMENTO NÃO COMBINA COM INDEPENDÊNCIA (1Co 7. 2-5).
As pessoas independentes são aquelas que entendem que podem fazer tudo sozinhas, sem ajuda, compromisso e prestação de contas.
O sintoma é do “EU”.
Eu sei o que faço.
Eu sou responsável pelos meus atos.
Eu tenho certeza das coisas que faço.
Eu sei escolher o melhor para minha vida.
  • Muitos se casam somente para saírem de casa. Outros porque todos se casam. Alguns porque já namoram há bastante tempo. Mas, estas motivações são erradas, elas não são fortes o suficiente para manter um casamento.
  • No casamento, ao contrário dos que muitos pensam, a intenção de Deus é que, o homem e sua mulher começarão uma vida de relações íntimas que trarão prazer para os dois.
  • O bom marido vai se preocupar em satisfazer sua esposa, e ela, por sua vez, satisfazer a seu marido. Assim aqueles que respeitam a vontade de Deus, não podem admitir a possibilidade de se envolverem sexualmente com outras pessoas (1Co 7.3-5). “O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido” (1Co 7.3).
 2. CASAMENTO NÃO COMBINA DEPENDÊNCIA (1Co 12.14-19).
As pessoas dependentes são aquelas que precisam das outras para conseguir o que desejam.
O sintoma é do EU NÃO POSSO”.
Se você não for eu não vou;
Se você não fizer eu não faço;
Sem você eu não sei viver;
Se você morrer eu morro.
  • Paulo dá um conselho aos crentes de Corinto em relação a Igreja: “Porque o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Já que não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Já que não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se todo o corpo fosse olho, como poderíamos ouvir? Se todo corpo fosse ouvido, como poderíamos cheirar? Assim, Deus colocou membros diferentes no corpo, conforme sua vontade. Pois, se todos fosse um só membro, onde estaria o corpo?” (1Co 12.14-19).
  • Paráfrase aplicada ao casamento: Porque o casamento não constitui de um só membro e sim de dois. Portanto, se a esposa disser ao marido: “Já que você não consegue fazer o que eu faço eu não sou mais sua esposa”, não, diz Paulo, mesmo o marido não fazendo o que a esposa faz ele continua sendo seu marido e ela ainda continua sendo sua esposa. E também se o marido disser a esposa: “bom já que você não vai assistir o futebol, então cada um por si, não sou mais seu marido”; não, diz Paulo, mesmo a esposa não gostando de ver futebol com o marido, ou não torcendo pelo mesmo time do marido, mesmo assim, ela continua sendo sua esposa e ele seu marido. Pois, se todos gostassem de fazer a mesma coisa, como ficariam as outras coisas necessárias dentro do casamento? Por isso, para que o casamento pudesse ser completo, Deus criou um diferente do outro.
  • Portanto, assim como o corpo só permanece vivo pela multiplicidade de seus membros e pluralidade de suas funções. Assim também, a sobrevivência do casamento reside no convívio dos cônjuges, com todas as suas diferenças. Sendo assim, a unidade do casamento não significa uniformização! Pois, cada cônjuge possui algo que lhe é peculiar. Que gosta de fazer. Que sabe fazer bem. Então, é somente pela multiplicidade dos cônjuges e pluralidade de suas funções, coordenados e ajustados é que o casamento permanece saudável e vivo.
3. CASAMENTO COMBINA INTERDEPENDÊNCIA (Ef 5.22-33).
As pessoas interdependentes combinam seus esforços com os esforços dos outros para conseguirem um resultado muito melhor.
O sintoma é do “NÓS PODEMOS”.
Nós podemos fazer isso;
Nós podemos cooperar nisso;
Nós vamos unir nossos talentos para construirmos isso;
Nós  construiremos algo bom e maior.
Na matemática convencional 1 + 1 = 2 na espiritual 1 + 1 = 1. Mas, para que cheguem a este resultado, os cônjuges devem passar por um teste rigoroso. Sua aprovação dependerá da aplicação do princípio: “subordinação através do amor”.
  • Paulo diz as esposas: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor” (Ef 5.22-23). Neste assunto, o único caminho é o da submissão por amor. Ou seja, assim como a Igreja é submissa a Cristo por causa do amor que os une, assim também a submissão da esposa ao marido deve ser fundamentada no amor. Assim, em sua essência, a subordinação ao marido corresponde à subordinação, ao Senhor.
  • Paulo diz aos maridos: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,” (Ef 5.25). A ordenação divina para o marido também está balizada no amor. Ou seja, a sua autoridade não pode ser imposta ou forçada. Por isso, o marido deve basear sua conduta igual a de Cristo em relação a sua igreja. Nesta relação não havia opressão, mas amor e sacrifício.
  • Muitos problemas domésticos, aparentemente sem solução encontrariam solução se estes princípios fossem aplicados. Porém, infelizmente muitos casais ao invés de buscarem satisfazer seus cônjuges buscam a auto-satisfação. Infelizmente, muitos casais invés de se aconselharem com Deus, na sua Palavra e com pessoas de Deus, procuram conselhos em lugares e com pessoas que não conhecem a Deus. Por isso, muitos casamentos estão se acabando. Por isso, muitas casas estão ruindo.
 Pr Saulo César.
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